"RIOS E REGATOS" começou com um excerto da poesia de Mário Botas, escrito em pedras de papel, num rio azul brilhante. Foi pedido aos participantes que se inspirassem na pintura de Botas e se lembrassem de uma palavra. Essa palavra seria escrita numa pedra de papel e colocada no leito do rio, entre as outras, para formar frases poéticas...
"águas correntes de regatos imensos que não estão no corpo mas na alma" foi o inicio de uma série de poesias cruzadas, que foram crescendo ao longo do dia.
Inscrita em pedras de papel, palavra a palavra, nasceu Poesia a muitas mãos:
"olho esta pessoa a cavalo no Egipto caloroso"
"na alma do vestido da menina pêssego"
"o corpo desta gata é azul e verde esquisito"
"Jesus nas águas de chuva"
"inquietação com palhaços amigos e contentes"
"o peixinho nas águas profundas procurava o imaginário de Pessoa"
"cão ou sapo na torre de Carnaval com 100 braços de amor estranho"
"História da aranha Maria na viagem inventada do Homem"
"uma coroa dourada na solidão escura da lua"
"moscas no balão de ar e uma serpente estátua"


